Introdução
Esta está repleta de vegetação que combina espécies autónomas de diferentes partes do mundo. As harmoniosas formas e contrastes de cores das inumeráveis plantas exóticas oriundas de quase todos os continentes são também motivos de conhecimento que a Madeira tem. As condições climáticas existentes suscitam admiração em ambiente natural devido à existência de flores, antúrios, magnólias, estrelícias e orquídeas.
Uma grande prova desta exuberância e singularidade é o parque natural de laurissilva classificado património natural pela UNESCO. Sendo esta considerada uma relíquia a nível mundial por incluir espécies em risco de extinção e a preservação de áreas extensas florestais de elevada qualidade.
Esta floresta era considerada a única floresta indígena da Madeira, contudo actualmente sabe-se que existem mais florestas indígenas na Madeira: o Zambujal; a Laurissilva do Barbusano; a Laurissilva do Til; a Laurissilva da Vinhático e Urzal de Altitude.
A fauna da Madeira é pouco diversificada, existindo cerca de mais 200 espécies de pássaros e aproximadamente 700 espécies de insectos. Os insectos são o Taxon mais importante para a fauna Madeirense, apresentado cerca de 75% de todas as espécies animais conhecidas no arquipélago, sendo 20% dos insectos endémicos da Madeira. A Ilha da Madeira pertence ao grupo das Ilhas Oceânicas com mais diversidade de moluscos terrestres.
Tendo em conta, que existem muitas espécies endémicas da Madeira, em vias de extinção, referimos algumas, como exemplo de modo a alertar e a consciencializar as pessoas para a protecção destes seres, nomeadamente, o pombo trocaz, a freira de madeira, o lobo marinho e a borboleta branca. Estes animais são únicos no mundo que constituem a mais emblemática e diversificada fauna e flora da madeirense.
Além da floresta Laurissilva existem outras reservas naturais na Madeira, nomeadamente as Ilhas selvagens que são compostas pela Selvagem grande, pequena e o Ilhéu de Fora; a Ponta de São Lourenço, situada na parte mais oriental da Madeira incluído dois Ilhéus (Ilhéu da cevada e Ilhéu da Ponta de São Lourenço), sendo este um dos exemplos mais notáveis. O garajau, que se trata de uma área exclusivamente marinha localizada a este do Funchal.
As Ilhas desertas, que são constituídas por três Ilhéus, o Ilhéu do Chão, a Deserta Grande e o Bugio, sendo todos estes de origem vulcânica. Estas Ilhas encontram-se desabitadas devido às suas condições inóspitas e à falta de água doce. Finalmente, a Rocha do Navio que foi sugerida pela população local, uma vez que a degradação progressiva dos recursos pesqueiros do litoral do Concelho de Santana, era evidente. Inclui-se nesta um dos cenários mais bonitos da Costa Norte da Ilha e situa-se entre a Ponta de S. Jorge e a Ponta do Clérigo.
Fauna da Madeira
A fauna da Madeira é pouco diversificada, apresentando alguns animais, nomeadamente, cavalos, cabras e vacas. Existem cerca de mais de 200 espécies de pássaros e aproximadamente 700 espécies de insectos. Os insectos são o Taxon mais importante para a fauna madeirense, representando cerca de 75% de todas as espécies animais conhecidas no arquipélago, sendo 20% dos insectos endémicos da Madeira.
A Ilha da Madeira pertence ao grupo das ilhas Oceânicas com maior diversidade de moluscos terrestres por unidade da área, possuindo 291 espécies distribuídas por 31 famílias e 84 géneros. Por exemplo, nas ilhas selvagens existe subespécies de moluscos terrestres de extrema importância a nível científico. Existe também as famosas lagartixas que gastam o seu tempo a bronzearem-se ao sol e a assustarem os turistas nos bancos da parques e nas paredes baixas. Podemos ver golfinhos, cachalotes, que vivem nestas águas turquesas do atlântico, baleias e ainda tartarugas.
Para salvaguardar o património natural da Madeira, criou-se em 1982 o Parque Natural da Madeira, classificado como reserva biogenética. Também criou-se a Reserva Natural das Ilhas Desertas e Selvagens, a Reserva Natural Parcial de Garajau, a Reserva Natural Parcial de Garajau, a Reserva Natural da Rocha de Navio, a Ponta de São Lourenço e a Floresta da Laurissilva.
No Património Natural da Madeira prevalece uma flora e uma fauna única a nível mundial. Ocupa 2/3 da parte do território e nela estão definidos reservas naturais integrais parciais, paisagens protegidas e zonas de recreio.
As Ilhas Desertas foram declaradas património mundial pela UNESCO, sendo o único refúgio atlântico para a foca monge (lobo marinho), razão pela qual criou-se esta reserva. Não tem nenhum animal perigoso, a não ser a centopeia, cuja picada é bastante dolorosa mas em nenhum caso mortal. É a mais antiga das reservas naturais de Portugal. Pensando nas condições que estas ilhas oferecem para a animação de aves marinhas, estão considerados como um “santuário ornitológico”.
A Reserva Natural Parcial de Garajau é a única no país exclusivamente marinha. Destacamos peixes de grande tamanho, como o meiro. É considerado um dos principais destinos turísticos mundiais para a prática de mergulhos e é uma zona com grande interesse científico.
A Reserva Natural da Rocha do Navio, em Santana inclui um braço de mar, potencial da foca monge.
As Ilhas Selvagens são compostas por dois pequenos grupos, de onde se destacam a Selvagem Grande, a Selvagem Pequena e o Ilhéu de Fora. Foi a primeira área a ser classificada e uma das primeiras a ser estabelecida em todo o país, criada em 1971.
A Ponta de São Lourenço foi considerada reserva Natural em 1982.Esta é a península mais oriental da Ilha da Madeira, com 9 km de comprimento e 2km de largura, incluindo os dois ilhéus (Ilhéu da Cevada e Ilhéu da Ponta de São Lourenço)
A laurissilva ocupa mais de 20% da superfície da ilha, situando-se entre os 300 e os 1300 metros. Esta é a maior concentração de laurissilva do mundo, sendo conhecida como uma das melhores preservadas. As suas origens remontam à terceira Era, altura em que a floresta laurissilva cobria uma vasta área mediterrânea.
Na ilha da Madeira, existem muitos animais endémicos que estão em vias de extinção, destacando-se o pombo trocaz, a freira de madeira, o lobo marinho e a borboleta branca.
O pombo trocaz é uma ave terrestre mais emblemática da Laurissilva, constituindo um dos exemplos mais antigos da avifauna macaronésica. Esta ave habita preferencialmente em vales escarpados e profundos abaixo dos 900 metros, legalmente está protegida.
A freira da madeira está ameaçada devido À degradação do habitat de nidificação causada pela acção do herbívoros introduzidos, à perturbação das aves, destruição de ninhos e de ovos causada pelos coelhos, ratos e gatos. A população reprodutora é estimada em 80 casais. Esta é a ave marinha mais ameaçada de Europa. Pode viver ate aos 15 anos, mas só se torna reprodutiva aos 6 anos de idade.
A borboleta branca é de família dos ninfalídeos, que ocorre na mata atlântica. Tais borboletas têm a aparência semelhante nos dois sexos, sendo que as suas lagartas alimentam-se de ingazeiros e de certas plantas da família das menispermáceas. Também são conhecidas pelo nome de azulão.
O lobo marinho esta limitado a uma zona nas ilhas Desertas. Esta espécie, conhecida por foca-monge, existe ainda em pequeno numero na costa Africana e em vários territórios do Mediterrânico, principalmente na costa Grega. A caça foi o principal motivo por estes animais terem quase desaparecido, no entanto, surgiu a intervenção e a protecção deste ser aumentando cerca de 25 animais, ao passo que, no momento em que foi protegido, não atingia os 10 elementos.
Lobo Marinho
Pombo Trocaz
Borboleta Branca
Preservação e conservação da Natureza e da vida selvagem
Importância:
• Destruição dos habitats;
• A pesca excessiva pode levar à extinção de peixes;
• A caça também pode levar à extinção de animais;
• Os Humanos podem matar os animais só por crueldade; e muitas mais.
Assim sendo foi criado o Parque Natural, com o objectivo de:
• Proteger todas as formas de vida;
• Não permitir a colheita, a captura ou a perturbação de espécies indígenas, nem a sua exportação para o exterior da Ilha.
Reservas naturais da madeira:
• Ilhas selvagens;
• Ponta de São de Lourenço;
• Garajau;
• Ilhas Desertas;
• Rocha do Navio;
• Floresta Laurissilva;
Ilhas selvagens
As Ilhas Selvagens são compostas por dois pequenos grupos, de onde se destacam a Selvagem Grande, a Selvagem Pequena e o Ilhéu de Fora.
• A primeira área a ser classificada e uma das primeiras a ser estabelecida em todo o país, criada em 1971;
• Estas ilhas podem ser consideradas o paraíso das aves marinhas, abrigando colónias muito numerosas de diversas espécies de aves do Atlântico Norte;
• No domínio da flora a sua importância é assinalável, pois embora pese a sua pequena extensão, o isolamento a que as espécies que as colonizam se viram sujeitas deu origem ao aparecimento de vários endemismos;
• Para a paragem de embarcações é necessária uma prévia autorização escrita do PNM e a visita à terra é só permitida para fins especiais.
Ponta de São Lourenço
• Considerado reserva Natural em 1982
Esta é a península mais oriental da Ilha da Madeira, com 9 km de comprimento e 2km de largura, incluindo os dois ilhéus (Ilhéu da Cevada e Ilhéu da Ponta de São Lourenço)
• Um dos exemplos mais notáveis;
• Aqui a paisagem é distinta do resto do território, quer pelas estruturas geomorfológicas presentes, quer pelo coberto vegetal rasteiro e bem adaptado às condições de secura do meio; e única dentro da Macaronésia, não por estar ainda inalterada, mas devido à presença de grupos importantes que estão virtualmente confinados a esta área.
• Para além da vegetação, esta reserva é o 'lar' de muitas espécies de aves e até de alguns lobos marinhos, que são vistos ocasionalmente.
• As costas Norte e Sul são muito diferentes. A costa norte é mais dramática e dificilmente alcançável de barco, uma vez que se encontra mais exposta aos ventos.
Garajau
• Esta reserva foi criada em 1986
• Trata-se de uma área exclusivamente marinha localizada a Este do Funchal, de considerável abundância e diversidade de fauna, flora e grande limpidez de águas;
• A pesca encontra-se proibida e os mergulhadores com escanfandro são a pagar uma pequena taxa como contribuição para a manutenção da reserva.
Ilhas das Desertas
As Ilhas Desertas são compostas por três ilhéus - o Ilhéu do Chão, a Deserta Grande e o Bugio - todas elas de origem vulcânica.
• Existência de uma reduzida colónia de foca monge em declínio acelerado e de uma flora característica das falésias macaronésicas, ameaçada mas com um bom potencial regenerativo, obrigava a uma intervenção e deram origem à criação de uma reserva natural em 1990.
• Para visitar esta reserva é necessário obter uma credencial junto do PNM, sendo proibida a navegação proibida a navegação na parte sul da reserva e a caça submarina em toda a área.
• As ilhas encontram-se desabitadas devido às suas condições inóspitas e à falta de água doce.
Rocha do Navio
Esta Reserva, criada em 1997, surgiu da vontade da população local, uma vez que estava consciente da degradação progressiva dos recursos pesqueiros do litoral do Concelho de Santana
Esta reserva reúne um dos cenários mais bonitos da costa Norte da ilha e situa-se entre a Ponta de São Jorge e a Ponta do Clérigo.
O nome Rocha do Navio provém do naufrágio de uma escuna de nacionalidade holandesa, que ocorreu no século XIX em consequência de ventos fortes
• A Reserva da Rocha do Navio tem uma área total de 1710 hectares e um comprimento total de 6259 metros.
• Aqui podemos observar algumas plantas próprias das falésias litorais macaronésicas, algumas são raras no espaço fora da Ilha da Madeira.
• Os fundos da Reserva são de natureza rochosa e abundante em algas típicas de águas com grande hidrodinamismo.
• Na área da Reserva Natural o acesso ao espaço marítimo é livre e é permitido a pesca sem fins lucrativos, designadamente a desportiva e à linha, sendo expressamente proibido o uso de redes
Floresta Laurissilva
• A Floresta indígena Madeirense pode ser considerada uma relíquia, um fóssil vivo com origem na Era Terciária e que chegou a ocupar vastas extensões da bacia do Mediterrâneo, existindo hoje apenas em algumas das ilhas que constituem a região Biogeográfica da Macarronésia (Açores, Madeira e Canárias);
• É constituída por urzes e outras espécies pré-alpinas, que garante a estabilidade dos solos e o abastecimento de água à população de toda a ilha.
Laurissilva
A laurissilva ocupa mais de 20% da superfície da ilha, situando-se entre os 300 e os 1300 metros. Esta é a maior concentração de laurissilva do mundo, sendo conhecida como uma das melhores preservadas. As suas origens remontam à terceira Era, altura em que a floresta laurissilva cobria uma vasta área mediterrânea.
Esta floresta de características hidrófilas, subtropical húmida, representa um ecossistema de extrema importância sob o ponto de vista botânico e científico: trata-se de um património raro a nível mundial, onde, para além da Madeira, apenas ocorre com significado em algumas ilhas do grupo ocidental do Arquipélago das Canárias, dado que nos Açores e em Cabo Verde não terá resistido à ocupação humana. A laurissilva é caracterizada por árvores de grande porte, maioritariamente pertencentes à família das lauráceas (o til, o loureiro, o vinhático e o barbusano), para além de outras como o pau branco, o folhado, o aderno, o perado ou o cedro da Madeira. Por debaixo da copa das grandes árvores abundam arbustos (quase todos de folha perene, à semelhança das árvores) como as urzes, a uveira, o piorno e o sanguinho, encontrando-se, ainda, um estrato mais baixo rico em fetos, musgos, líquenes, hepáticas e outras plantas de pequeno porte, com numerosos endemismos, possuindo a Madeira muitas mais florestas que constituem a laurissilva.
A floresta laurissilva desempenha um papel muito importante na defesa contra erosão nas íngremes encostas da ilha, ao mesmo tempo que é o garante para a manutenção dos caudais de ribeiras e nascentes. Pode dizer-se que a economia e o bem-estar social da ilha dependem da laurissilva, dado que ela é responsável pela produção, fixação e regularização da água utilizada no consumo humano e na rega dos campos. A faixa da vertente norte da ilha ocupada com floresta laurissilva está normalmente envolta em nevoeiro, o qual é constantemente retido pela folhagem da vegetação, condensando-se e escorrendo em forma de água para o solo espesso onde se infiltra e se acumula, para depois abastecer as nascentes e cursos de água a menores altitudes.
Hoje em dia esta floresta é considerada a maior área de laurissilva, em melhor estado de conservação e número de espécies, a nível mundial, sendo assim considerada Património Mundial pela UNESCO. Embora existindo uma grande extensão de floresta natural ou indígena, apresenta também essências vindas de outras áreas geográficas que foram implantadas na nossa ilha, a esta nova implantação denominamos de Floresta Introduzida ou Exótica, pois foi introduzida pela mão do Homem, beneficiando para um crescimento da área florestal, esta "porção" de floresta ocupa actualmente cerca de dezoito por cento (18%) da superfície da ilha Madeirense, esta por sua vez ocupa a encosta sul da Ilha, e é constituída por Pinheiros, Eucaliptos, Acácias, Castanheiros, Nogueiras, e outras, para além dos vinte e dois por cento (22%) da Laurissilva já existente.
A Laurissilva é, considerada assim, uma relíquia a nível mundial, por incluir espécies em risco de extinção e a preservação de áreas extensas florestais de elevada qualidade, criando assim o Parque Natural.
Para além da sua beleza deslumbrante, este puzzle natural, de diferentes formas e tons de verde, revela todo o dinamismo típico dos sistemas vivos equilibrados.
Flora
Uma grande prova desta exuberância e singularidade é o Parque Natural da Laurissilva, classificado Património Natural pala UNESCO. Este bosque pode considerar-se uma relíquia viva, visto que esta é procedente da Era Terciária, bem como pela sua extensão e pelo seu estado de conservação em que se encontra.
As harmoniosas formas e contrastes de cores das inumeráveis plantas exóticas, oriundas de quase todos os continentes são também motivos do conhecimento que a Madeira tem.
As condições climatéricas existentes suscitam admiração em ambiente natural devido à existência de flores como orquídeas, estrelícias ou aves do paraíso, antúrios, magnólia, azáleas, entre muitas outras durante todo o ano.
As características subtropicais do clima, permitem o desenvolvimento duma exuberante vegetação, fértil em aromas, cores e paisagens inimagináveis como a grande variedade de jardins e parques rigorosamente tratados.
Um conjunto de zonas protegidas, terrestres e marítimas, compõem o património natural mais importante do arquipélago da Madeira, o que a converte num destino ecológico.
Na floresta Laurissilva existem inúmeras plantas indígenas, e dentro destas, plantas endémicas que são originárias unicamente da Madeira. A flora vascular é constituída por 1226 espécies, entre indígenas e naturalizadas sendo que 123 são endémicas. Esta riqueza adquirida é determinada por vários factores, entre eles a sua situação geográfica, o relevo e o clima mediterrâneo que dispõe.
Durante muito tempo considerou-se a floresta Laurissilva como a única floresta indígena da Madeira, contudo, estudos recentes mostram a existência de cinco florestas indígenas na Madeira: o Zambujal, a Laurissilva do Barbusano, a Laurissilva do Til, a Laurissilva do Vinhático e o Urzal de Altitude.
O Zambujal é a floresta que ocupa as altitudes mais baixas da lha, actualmente este tipo de vegetação encontra-se muito degradado devido à actividade humana, encontrando-se normalmente em ravinas de difícil acesso. Esta comunidade é assim chamada devido à árvore dominante ser o Zambujeiro ou Oliveira Brava.
Zambujeiro
A Laurissilva do Barbusano é uma comunidade arbórea dominada por Barbusanos e Loureiros. Devido à ocupação humana, esta floresta encontra-se refugiada em zonas declivosas e em alguns núcleos na costa Norte entre Santana e Porto Moniz.
Barbuzano
Loureiro
A Laurissilva do Til é dominada por Tis, Loureiros e Folhados. Além destes existem muitas plantas epífitas, que vivem sobre outras plantas, principalmente nos troncos e ramos de árvores. Actualmente esta floresta encontra-se bem conservada na costa norte, sendo que na costa sul existem apenas alguns núcleos em zonas de difícil acesso.
Til
A comunidade florestal denominada de Laurissilva do Vinhático devido à existência do Vinhático e onde também abundam os Loureiros. A degradação observada nesta floresta deveu-se à utilização da sua área para fins agrícolas, bom como ao corte de Vinháticos para a utilização no fabrico de móveis.
Urzal de Altitude, comunidade dominada por Urzes Molares que podem atingir porte de árvore. Outras plantas que se destacam são a Uveira e a Sorveira endémica Madeirense. Esta comunidade não possui grande diversidade de plantas, no entanto, é extremamente importante na captação de água dos nevoeiros pelo processo de precipitação oculta.
Uveira
Conclusão
A pesca e a caça intensiva, a destruição de habitats, a desflorestação, a poluição, a introdução de espécies exóticas com como as práticas agrícolas intensivas, têm sido importantes factores para a extinção de espécies animais e vegetais endémicos.
Sendo assim, surgiu como solução a criação de Parques Naturais com o intuito de proteger todas as formas de vida, proibindo a colheita, a captura ou a perturbação de espécies indígenas, bem como a sua exportação para o exterior da Ilha. No entanto, os parques Naturais não são a única solução sendo responsabilidade do Homem respeitar a Natureza e zelar pela sua manutenção. O principal objectivo deste trabalho foi, além de alargar os nossos conhecimentos, sensibilizar a população sobre este grave problema. É certo que a sensibilização é um primeiro passo, contudo, só a conscielização não basta, é necessário pôr em prática muitas atitudes que visem combater esta falta de bom senso que existe na comunidade.
Como possíveis estratégias futuras, inclui-se a prática da agricultura biológica, o uso da luta biológica para o combate das pragas, em vez da utilização de químicos, ou seja, seleccionar os animais que se alimentem da praga existente para combate-la em vez de usar produtos químicos.
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